Com o tri, Bernardinho fecha década de glórias: ‘Mais do que eu merecia’.
Técnico supera a limitação das muletas e os inúmeros obstáculos ao longo da campanha para levar a seleção brasileira ao degrau mais alto do pódio
Há exatos nove anos, quatro meses e 29 dias, Bernardo Rocha de Rezende sentou-se à beira da quadra e, pela primeira vez, emprestou seu estilo enérgico à seleção masculina de vôlei. Era a estreia do Brasil na Liga Mundial de 2001, na Holanda, uma vitória dramática sobre os donos da casa no tie-break. Naquela noite, não havia muletas por perto. O técnico estava livre para pular, correr, gritar, morder a bola e, principalmente, injetar na equipe verde-amarela sua obsessão pelo perfeccionismo. Naquele dia, em Groningen, Bernardinho não imaginava que, ao longo da década seguinte, rechearia seu currículo com troféus e medalhas de todas as espécies. Neste domingo, abriu espaço para uma conquista que nenhum colega de profissão tem: o tricampeonato mundial.
- Trabalho pensando sempre na próxima competição. É assim que eu funciono. Se eu imaginava conquistar tudo o que conquistei? Não imaginava. Talvez tenha vencido mais do que merecia - afirmou o comandante após a conquista deste domingo.